domingo, 31 de agosto de 2014

Ana Amélia com 40,9% dos votos

Pesquisa Methodus aponta que senadora segue à frente na disputa pelo governo gaúcho

Interior segura vantagem de Ana AméliaConforme o levantamento, se a eleição fosse hoje, Ana Amélia receberia 40,9% dos votos
Após dez dias de propaganda na TV e rádio e a pouco mais de um mês das eleições, Ana Amélia Lemos (PP) mantém a dianteira na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul. Nova pesquisa feita pelo Instituto Methodus, a pedido da Associação dos Diários do Interior (ADI-RS), indica ainda que o interior do Estado é o principal responsável pela vantagem da senadora sobre o atual governador Tarso Genro (PT).
Conforme o levantamento, se a eleição fosse hoje, Ana Amélia receberia 40,9% dos votos no ante 31,2% de Tarso. Embora desde o fim do ano passado ela venha liderando as pesquisas, esse é o melhor desempenho obtido pela progressista até agora. O cenário, no entanto, ainda levaria a disputa para o segundo turno.
O cruzamento dos números com o perfil dos entrevistados mostra que Ana Amélia tem mais força nos municípios do interior, onde ela abre 13,5 pontos sobre Tarso. Já o petista venceria em Porto Alegre com uma ligeira vantagem sobre a parlamentar: 32,3% contra 31,5%. Dentre as possíveis razões para essa diferença, estão o fato de o PT ter uma tradição forte na Capital (esteve à frente da Prefeitura por 16 anos) e de nos últimos anos o governo estadual ter priorizado a região metropolitana em projetos como o Passe Livre Estudantil. Por outro lado, Ana Amélia guarda uma forte ligação com o setor primário, predominante em boa parte do interior. O que também pesa em favor dela é o índice de rejeição: o número de entrevistados que disse que não votaria de jeito nenhum em Tarso é mais do que o dobro dos que responderam o mesmo sobre a senadora.
Embora tivessem expectativa de crescimento a partir do início do horário eleitoral gratuito e dos debates, os demais candidatos seguem bem atrás numericamente, assim como em levantamentos anteriores, e, por enquanto, não demonstram fôlego para quebrar a polarização entre PP e PT. José Ivo Sartori (PMDB) aparece com 5,8%, enquanto Vieira da Cunha (PDT) obteve 4,7% e Roberto Robaina (PSOL) ficou com 2%. Os representantes do PCB, PMN e PRTB não atingiram 1%.
O cenário se repete na pesquisa espontânea, em que não são apresentados nomes de candidatos aos entrevistados. Ana Amélia foi citada em 15,9% das vezes, enquanto Tarso foi lembrado por 11,6% dos eleitores. Neste caso, porém, mais de 60% dos ouvidos disse não saber em quem vai votar, o que indica que grande parte do eleitorado ainda não está envolvido com a eleição e, portanto, ainda pode haver mudanças de rumo nas intenções de voto até o dia do pleito.

No 2º turno, PT só perde para o PP
Assim como já ocorria desde o ano passado, as simulações de segundo turno feitas pelo Methodus mostram que Ana Amélia é a única entre os principais candidatos que tem condições de vencer Tarso. Em um eventual confronto entre a progressista e o petista, ela ganharia com 52,6% dos votos contra 36,9% do adversário. Na comparação com os números do levantamento estimulado de primeiro turno, Tarso avança 5,7 pontos, ao passo que a senadora cresce 11,7 pontos, o que significa que a maior parte dos votos de outros candidatos de oposição migrariam para ela. A confirmação disso, entretanto, também dependeria de eventuais alianças feitas para a segunda fase da eleição.
Por outro lado, Tarso sairia vitorioso se enfrentasse José Ivo Sartori ou Vieira da Cunha. No primeiro caso, receberia 45,8% dos votos contra 33,3% do peemedebista. Na segunda hipótese, chegaria a 46,5% ante 31,6% do pedetista.
Dilma lidera do RS, mas perderia no segundo turno
Acompanhando a tendência verificada nas pesquisas nacionais mais recentes, a ex-senadora Marina Silva (PSB) aparece em segundo lugar nas intenções de voto no Rio Grande do Sul, atrás apenas da presidente Dilma Rousseff (PT). Em um possível segundo turno, porém, o cenário é outro: Dilma perderia no Estado tanto para Marina quanto para o candidato do PSDB, o senador Aécio Neves.
Segundo o Methodus, no primeiro turno Dilma receberia 31,2% dos votos, contra 25,8% de Marina, 20,4% de Aécio e 2,3% de Luciana Genro (PSOL) – os outros sete candidatos não alcançaram 1%.
No cruzamento por região, Dilma lidera tanto em Porto Alegre quanto nos municípios do interior, embora a vantagem sobre Marina seja maior na Capital. Marina, aliás, praticamente empata com Aécio em Porto Alegre, ao passo que no restante do Estado a socialista aparece bem à frente do tucano.
Os dados também mostram que Dilma é mais forte entre os eleitores homens, com idades entre 35 e 54 anos e renda de até cinco salários mínimos. Já Aécio é o preferido entre os eleitores com ensino superior e renda acima de 20 salários mínimos. Marina, por sua vez, vence entre as mulheres e entre os eleitores mais jovens, de até 25 anos. Outro ponto em favor de Marina é que ela tem o menor índice de rejeição entre os três principais presidenciáveis.
Já no levantamento espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Dilma foi citada em 21,7% das vezes, Aécio em 12,5% das vezes e Marina em 7,1% das vezes. A diferença pode ser reflexo do fato de o ingresso de Marina na campanha ser recente – tanto que 3% dos entrevistados citaram Eduardo Campos (PSB), sucessor de Marina, que faleceu há pouco mais de duas semanas em um desastre aéreo. Nesse caso, quase a metade dos eleitores não soube dizer em quem vai votar para presidente da República.
Na hipótese de haver segundo turno entre Dilma e Marina, a ex-senadora venceria a presidente por 47,9% a 37,0%. Já se o confronto fosse entre Dilma e Aécio, o tucano venceria com uma vantagem menor: 43,6% a 41,6%. Na prática, isso significa que a maior parte dos votos que a oposição receber no primeiro turno não migrariam para Dilma na segunda fase.

Senado
O Instituto Methodus também verificou a intenção de voto dos gaúchos para o Senado. A pesquisa, entretanto, foi feita antes da entrada de Pedro Simon (PMDB) na disputa, que foi confirmada apenas no último domingo, dia 24. Os números, portanto, não representam mais a realidade da corrida eleitoral, por isso não serão divulgados.
 Credito Jornal Agora

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Datafolha mostra Marina e Dilma empatadas no 1º turno; Marina abre 10 pontos no 2º turno


SÃO PAULO (Reuters) - O maremoto causado pela entrada de Marina Silva na corrida presidencial deste ano continua a causar estragos nos adversários e agora a candidata do PSB já aparece empatada em primeiro lugar com Dilma Rousseff (PT), derrotando com folga a presidente numa segunda rodada, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira.
Dilma e Marina têm 34 por cento das intenções de voto cada no primeiro turno, mais do que o dobro de votos do terceiro colocado, Aécio Neves (PSDB), que aparece com 15 por cento. Num segundo turno, a candidata do PSB venceria com 50 por cento dos votos, contra 40 por cento de Dilma. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
Pesquisa Datafolha divulgada dia 18 mostrava Dilma com 36 por cento, seguida por Marina com 21 por cento e Aécio com 20 por cento. Num segundo turno, Marina e Dilma estavam no limite do empate técnico, com a candidata do PSB à frente numericamente: 47 a 43 por cento.
Uma observação ligeira dos números sugere que Marina "rouba" votos de todos os candidatos e segue atraindo os indecisos.
Os demais candidatos agora somam 3 por cento das intenções de voto, contra 5 por cento na pesquisa anterior; os indecisos passaram a 7 por cento, ante 9 por cento; os que planejavam anular ou votar em branco foram para 7 por cento, antes eram 8 por cento.
Marina tem se beneficiado do fato de personificar melhor que qualquer outro candidato o desejo de mudança da população, expresso nas pesquisas eleitorais, e pela comoção causada pela trágica morte do ex-candidato do PSB Eduardo Campos, de quem era vice na chapa.
Além disso, ela tem um forte recall da última eleição, quando conseguiu quase 20 milhões de votos disputando a Presidência pelo PV.
Por conta do processo de substituição de Campos e por circunstâncias específicas, como a entrevista no Jornal Nacional na noite de quarta-feira, Marina tem se beneficiado de uma forte exposição na mídia, que tem compensado com folga seu pouco tempo na propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na TV.
As campanhas de Dilma e Aécio, que inicialmente evitavam atacar a candidata do PSB, já passaram a adotar outra estratégia. Aécio, por exemplo, tem batido na tecla de que ele representa a mudança com segurança em contraposição ao que chama de improviso, em alusão a Marina.
Nesta semana duas outras pesquisas mostraram Marina isolada em segundo lugar e derrotando Dilma num segundo turno. Pelo Ibope, Dilma tinha 34 por cento, Marina 29 por cento e Aécio 19 por cento. Num segundo turno, Marina vencia Dilma por 45 a 36 por cento.
O Datafolha mostrou também oscilação para baixo na avaliação do governo Dilma. Depois da recuperação mostrada na última pesquisa, quando atingiu 38 por cento, a avaliação ótima/boa passou para 35 por cento. Já a avaliação ruim/péssima passou de 23 para 26 por cento.
O Datafolha ouviu 2.874 pessoas, na quinta-feira e nesta sexta, em 178 municípios do país.

Fonte Reuteres

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Ibope: Marina encosta em Dilma e venceria 2º turno


 Pesquisa aponta um novo cenário eleitoral no país com a entrada da ex-senadora na disputa: segundo turno é uma realidade e a presidente-candidata já não é mais a favorita

Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves
Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves: novo cenário eleitoral no país, segundo Ibope  
 
SÃO PAULO (Reuters) - A primeira pesquisa Ibope com Marina Silva oficialmente na corrida presidencial mostrou a candidata do PSB próxima da líder Dilma Rousseff no primeiro turno e vencendo a petista na segunda rodada com folga, resultado que deve chacoalhar tanto a campanha da presidente como a do ex-segundo colocado, Aécio Neves (PSDB).
Na sondagem, divulgada no site do jornal O Estado de S.Paulo nesta terça-feira, Dilma tem 34 por cento das intenções voto no primeiro turno, seguida de perto por Marina, com 29 por cento, e Aécio Neves (PSDB), com 19 por cento. A margem de erro da pesquisa é 2 pontos percentuais.
A pesquisa Ibope anterior, realizada no início do mês, antes da morte de Eduardo Campos num acidente aéreo, mostrava Dilma com 38 por cento, Aécio com 23 por cento e o então candidato do PSB num distante terceiro lugar, com apenas 9 por cento.
Nas simulações de segundo turno no novo levantamento, Marina derrotaria Dilma por 45 a 36 por cento, enquanto a petista venceria o tucano por 41 a 35 por cento. Na pesquisa anterior, Dilma venceria Aécio por 42 a 36 por cento e Campos por 41 a 29 por cento.
Os números da pesquisa divulgada nesta terça mostram que Marina encarna fortemente a terceira via e o desejo de mudança dos eleitores. Ela tirou votos de Dilma e Aécio e atraiu eleitores indecisos ou que planejavam votar em branco e anular o voto.
No início de agosto, os votos brancos e nulos em primeiro turno somavam 13 por cento e agora caíram para 7 por cento, enquanto os que não sabiam em quem votar e não responderam eram 11 por cento e agora foram a 8 por cento.
Para uma fonte da campanha de Dilma, que pediu para não ser identificada, a posição que Marina ocupa hoje é mais do que a da terceira via.
“Ela (Marina) é a catalisadora  do sentimento do contrário”, disse a fonte numa referência ao sentimento de mudança. “A Marina está sendo vista como o oposto a Dilma."
Outro dado bastante positivo para Marina é que ela tem a menor rejeição entre os três principais candidatos, de apenas 10 por cento, contra 36 por cento de Dilma e 18 por cento de Aécio.
"Marina é favorita para ir ao segundo turno, e indo ao segundo turno, ela agrega muito mais voto do Aécio do que a Dilma", avalia o cientista político Carlos Melo, do Insper. Para ele, Marina "depende dela mesma, no sentido de não cometer erros".
Pedindo para não ser identificada, uma fonte do PSB, próxima ao núcleo da campanha, disse que o clima no partido é de grande empolgação, mas Marina tem pregado a necessidade de manter os pés no chão e "vestir sandálias de algodão".
Do lado tucano, o senador Agripino Maia (DEM-RN), coordenador da campanha do senador mineiro, disse que o Ibope retrata um cenário em que dois candidatos têm sido expostos e questionados --Dilma e Aécio-- contra uma candidata que tem tido exposição positiva e não tem sido questionada.
Para Dilma, a boa notícia na nova pesquisa foi a oscilação para cima na avaliação do governo. A ótima/boa passou para 34 por cento, ante 32 por cento, e a ruim/péssima foi a 27 por cento, ante 31 por cento.
A primeira pesquisa após a morte de Campos, mas antes da oficialização da candidata do PSB, realizada pelo Datafolha, mostrava no primeiro turno Dilma com 36 por cento, Marina com 21 por cento e Aécio com 20 por cento. Na simulação de segundo turno já mostrava a candidata do PSB em vantagem numérica sobre a petista, mas no limite da margem de erro, com 47 a 43 por cento.
O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre 23 e 25 de agosto, em 175 municípios de todas as regiões do Brasil.
Fonte reuters

Pesquisa Ibope 26/8
​Fonte gráfico- veja abril.

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Mapa mostra onde estão os médicos cubanos no Brasil"


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Deu na revista Veja "Mapa mostra onde estão os médicos cubanos no Brasil"

 

Mapa mostra onde estão os médicos cubanos no Brasil

Site de VEJA obteve com exclusividade a localização dos 14.462 médicos do programa carro-chefe da campanha de Dilma Rousseff para a Saúde

Felipe Frazão
Programa Mais Médicos
MÉDICOS A MAIS – Integrantes do programa de Dilma Rousseff para a área da saúde: prefeituras do PT são destino preferencial (Claiton Dornelles/CBR/Divulgação/VEJA)
Uma das principais bandeiras eleitorais do PT em 2014, o programa Mais Médicos é um exemplo de demagogia em estado puro. Lançado em 2013, ele partiu do diagnóstico de uma carência verdadeira, a falta de médicos em muitas cidades brasileiras. A solução encontrada para esse problema foi escabrosa do ponto de vista institucional: a importação de médicos estrangeiros, principalmente de Cuba, cujo governo autoritário recebeu até agora 1,5 bilhão de reais – um aditivo assinado neste mês estabelece que o Ministério da Saúde pagará mais 1,17 bilhão de reais pelos cubanos que estão no Brasil. O programa não é a solução mais racional para o problema do atendimento médico, não é o mais sustentável a longo prazo, nem sequer aceitável do ponto de vista dos valores democráticos. Mas, apesar desses vícios gravíssimos de origem, a dinâmica da política é tal que torna-se quase impossível para um prefeito não aderir ao programa. Por meio da Lei de Acesso à Informação, o site de VEJA obteve a localização no território brasileiro de cada um dos 14.462 médicos de 48 nacionalidades – 79% de Cuba – distribuídos em 3.771 municípios. O Ministério da Saúde nunca tornou essas informações públicas.
Os dados mostram que prefeitos de todos os partidos, especialmente os do PT – com 79% das prefeituras contempladas –, obtiveram altos índices de adesão, de acordo com o cálculo proporcional do número de prefeitos eleitos por cada sigla em 2012. Ainda que com taxa de adesão de até 25 pontos percentuais inferior, municípios governados por partidos de oposição também aderiram ao programa. Era o esperado: em cidades pobres dos rincões do país, rejeitar um médico, independentemente da nacionalidade, pode ter alto custo eleitoral. É o caso da pequena Sagres, no interior paulista. “Teve uma boa repercussão para mim, porque evitava o deslocamento dos moradores da cidade [2.395 habitantes] para a Santa Casa de Oswaldo Cruz, hospital mais próximo que fica a 15 quilômetros”, diz o prefeito Brandio Pereira Filho, filiado ao DEM.
É esse o problema final do Mais Médicos: a adesão maciça dá a ele um arremedo de legitimidade. "O programa é politiqueiro e eleitoreiro. O prefeito prefere pagar um médico ou investir o dinheiro em outra coisa e deixar o governo federal pagar? A população precisa ter mais acesso aos serviços de saúde, isso é fato, mas com qualidade. Quando não sabemos se quem está atendendo é qualificado ou não, não podemos dizer que tem qualidade. Não posso dizer que ocorre sempre, mas em muitas situações a população está sendo enganada", diz Florentino Cardoso, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB).
Os dados obtidos por VEJA confirmam a finalidade do programa: empregar os médicos da ilha dos irmãos Castro – 11.442 estão hoje em solo brasileiro — e repassar recursos à ditadura cubana. A matemática não mente: dos pouco mais de 10.482,93 reais pagos a cada um dos cubanos que desembarcaram no Brasil, apenas 1.245 dólares (cerca de 3.000 reais) chega ao bolso dos profissionais. O restante é retido no país deles. Mas, para o governo brasileiro, nem o regime de contratação nem o fato de a medicina cubana estar flagrantemente atrasada – no ano passado, era a 68º no ranking de qualidade da América Latina — parecem um grande problema.
Ichiro Guerra/Divulgação/VEJA


Dilma Rousseff com a médica cubana Hilda, em visita à Unidade Básica de Saúde (UBS) de Jaci, Guarulhos (SP)
Além de pagar salários, no valor de 10.482,93 reais, o ministério banca os deslocamentos de estrangeiros para as capitais dos estados e uma ajuda de custo para a instalação dos médicos – esse benefício, pago uma única vez, varia de 10.000 a 30.000 reais, de acordo com as condições da região. No caso dos cubanos, essa ajuda de custo tampouco foi paga aos médicos. As prefeituras arcam com despesas de alimentação e moradia com orçamentos próprios.
Para aderir ao programa, os prefeitos têm de se inscrever no site do Ministério da Saúde para participar. A quantidade de médicos destinada varia de acordo com a população, nível econômico e as equipes de saúde sem médico já existentes. A maior parte das cidades — 43% — recebeu apenas um médico. O programa concluiu a sua quinta fase, destinada a contemplar cidades de alta vulnerabilidade social que ainda não haviam aderido. 
O número de médicos recebido por cada partido é proporcional ao eleitorado que eles governam, porque o Ministério da Saúde incluiu a população a ser atendida entre as variáveis que condicionam a quantidade de profissionais distribuídos nas cidades. "A seleção foi totalmente impessoal, não houve discriminação", diz o secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do ministério, Hêider Pinto.

Mapa dos Médicos Cubanos
​Na segunda-feira passada, a presidente-candidata Dilma Rousseff foi questionada em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, se avaliava a saúde pública brasileira como  “minimamente razoável” depois de doze anos de administração do PT. Treinada por um time de marqueteiros experientes, Dilma respondeu o óbvio, sem recorrer a novos adjetivos: Não.

Em maio do ano passado, quando o Mais Médicos preparava seu lançamento no Brasil, o jornal espanhol El País publicou reportagem na qual relatava que a formação rápida de um grande número de médicos e seu envio ao exterior por meio de parcerias com outros países era o maior produto de exportação de Cuba. Nos últimos 50 anos, a ditadura dos Castro trocou ajuda médica por empréstimos e acordos comerciais com 107 países. Há dois anos, tomando o exemplo da Venezuela chavista, Cuba embarcou mais de 40.000 profissionais da área de saúde para Caracas, entre médicos, enfermeiros e terapeutas, em troca de 105.000 barris de petróleo por dia, segundo o diário espanhol. Medicina, em Cuba, é negócio. Mas eleição e negócios não combinam. E a saúde, conforme admitiu a própria presidente-candidata, não está sequer “minimamente razoável”.


Partido prefeituras* Prefeitos no mais médicos engajamento
PT  643 509 79%
PP 470 332 71%
PSD 494 344 70%
PSB 440 307 70%
PDT 310 212 68%
PR 267 181 68%
PMDB 1019 675 66%
PSDB 699 427 61%
PTB 299 176 59%
DEM 283 154 54%
Fonte: Ministério da Saúde (agosto de 2014) e Tribunal Superior Eleitoral *inclusive Brasília e Fernando de Noronha


domingo, 24 de agosto de 2014

Marina diz ser possível manter inflação abaixo do teto da meta e garantir programas sociais


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SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, disse neste domingo que é possível manter a inflação abaixo do teto da meta, que é de 6,5 por cento ao ano, e ao mesmo tempo garantir a manutenção de programas sociais, como o Bolsa Família, que ela prometeu aprimorar se eleita.
A ex-senadora, que assumiu a cabeça da chapa presidencial do PSB após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo no último dia 13, disse ainda, em visita ao Centro de Tradições Nordestinas em São Paulo, que não se controla a inflação somente elevando a taxa básica de juros.
“Em primeiro lugar nós temos que pensar que o controle da inflação não se dá apenas pela elevação de juros. O controle da inflação se dá também pela eficiência do gasto público, o controle da inflação se dá em relação a não termos um Estado que a cada dia se agiganta com a criação de inúmeros ministérios”, disse.
“Nós achamos que é perfeitamente possível não deixar ultrapassar o teto da meta, mantendo as prioridades sociais e fazendo as escolhas certas”, acrescentou.
A meta de inflação estabelecida pelo governo é de 4,5 por cento ao ano pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. O IPCA tem estado sempre perto do teto da meta, ora um pouco acima, ora um pouco abaixo. Em julho, o acumulado do índice em 12 meses ficou em 6,5 por cento, no teto da meta.
Como candidato, Campos usava a inflação como um de seus principais alvos de crítica ao governo da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT. O socialista defendia a necessidade de tirar a inflação do teto da meta e trazê-la para o centro, que é de 4,5 por cento ao ano.
Marina prometeu ainda que manterá o Bolsa Família e vai aprimorar o programa.
“O nosso compromisso com políticas como o Bolsa Família é de manutenção desse programa, entendendo que ele é uma conquista da sociedade brasileira”, disse. “No nosso governo, nós queremos mantê-lo e aperfeiçoá-lo.”
Fonte Reuters 

Baía de Paranaguá exelente para passeios de Barco




 Baía de Paranaguá

É a maior baía do Estado do Paraná e considerada a terceira de maior importância no País pelo seu estuário lagunar, além de ser cercada pela Serra do Mar e pela Mata Atlântica.
Com uma área de 677 mil Km², subdivide-se em outras baías menores e possui em seu interior várias ilhas e comunidades de pescadores, além de abrigar o Porto de Paranaguá

Inúmeros barcos aproveitam as condições agradáveis do tempo para dar um passeio



MUSEU DE CERA DE FOZ DO IGUAÇU




DREAMLAND-Museu de Cera de Foz do Iguaçu

O mais novo atrativo turístico de Foz do Iguaçu é o Museu de Cera. São 80 personalidades em tamanho real. Entre elas: Elvis Presley, Tom Cruise, Amy Winehouse, Mister Bean, Frank Sinatra, Will Smith, Michael Jackson, Santos Dumont, Albert Einstein, Papa Francisco, Papa João Paulo II, além de várias outras. Tem até um cenário todinho do Star Wars! Todas elas produzidas em Londres. Além das personalidades, o museu se destaca também pela decoração dos ambientes. O atrativo faz parte do aclamado complexo de entretenimento Dreamland localizado em vários complexos turísticos do país.
Fonte Loumar Turismo 

 Estas são algumas das muitas atrações que oferece o Museu


                    Maior museu de cera da América Latina

Lindo museu o maior da América Latina,  tem atraído muitos turistas a Foz do Iguaçu.

Aécio acusa PT de fazer "terrorismo" sobre Bolsa Família


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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, acusou o PT, partido da presidente Dilma Rousseff, de fazer "terrorismo" eleitoral ao divulgar boatos de que se o tucano for eleito vai acabar com o programa Bolsa Família, um dos principais projetos sociais do atual governo.
Nos últimos dias, Aécio tratou de reservar parte da sua campanha para garantir a manutenção do programa social e até destacar que pretende ampliá-lo e aprimorá-lo, caso seja eleito presidente.
“Isso (dizer que vai acabar com o Bolsa Família) é um terrorismo implantado pelo PT e seus correligionários... uma irresponsabilidade”, disse ele a jornalistas após visita a um abrigo na cidade do Rio de Janeiro.
O candidato tucano prometeu ainda reajuste especial para as aposentadorias dos brasileiros. Um critério que o presidenciável pretende usar é levar em conta a inflação de remédios para atualizar o pagamento do benefício. Ele declarou que com uma administração sem desperdícios e com austeridade será possível atualizar as aposentadorias levando em conta também a alta dos medicamentos.
“Vamos cuidar do reajuste das aposentadorias. Governar é cuidar das pessoas e temos que ter sensibilidade para tratar dos idosos que são aqueles que mais precisam de nós”, afirmou.
“Os aposentados poderão receber um adicional que vai acompanhar os preços dos medicamentos”, completou. Os preços de remédios e serviços de saúde têm um grande peso no orçamento dos aposentados, assim como os alimentos.
Aécio tem fortalecido sua agenda no Rio de Janeiro após a morte do candidato Eduardo Campos e a confirmação de Marina Silva como cabeça de chapa pelo PSB. Em 2010, quando Marina foi candidata pelo PV, ela teve grande votação no Rio, ficando à frente do tucano José Serra, mas atrás de Dilma Rousseff.
Aécio visitou na sexta-feira um centro de reabilitação na zona sul da capital e neste domingo esteve em um abrigo na zona norte da cidade. Na segunda-feira, ele cumprirá novamente agenda no Rio, ao visitar o comércio popular do Saara, no centro, e pode ainda ir a Niterói.
Fonte Reuters

sábado, 23 de agosto de 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Magno Malta condena tendência de excluir a religião da recuperação de usuários de drogas



O senador Magno Malta (PR-ES) criticou em Plenário a intenção do governo de reduzir a influência religiosa em iniciativas de recuperação de dependentes químicos. Ele lamentou que o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas prepare uma resolução pela qual as comunidades terapêuticas não poderão mais falar sobre religião com os pacientes.
Para Magno Malta, isto constitui uma agressão à liberdade de culto, além de um grave desconhecimento da realidade dos dependentes e um desrespeito às pessoas que empenham suas vidas ao serviço do próximo.
- Eu não conheço ninguém que o Conselho de Medicina recuperou. Eu não conheço ninguém que foi recuperado pelo Ministério Público. Eu não conheço ninguém que o governo Dilma recuperou. Eu não conheço ninguém que o SUS recuperou. Eu conheço milhões, milhares nesse país que foram recuperados pela fé, pela pregação do Evangelho - afirmou o senador.
Ele também criticou a posição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que entende que o Poder Judiciário deve considerar a homofobia como crime até que o Senado vote lei a respeito. Para ele, o Supremo Tribunal Federal não pode continuar legislando indevidamente sob o argumento de preencher “hiatos” na legislação.
Fonte Agencia Senado

Pedro Simon lembra funeral de Getúlio, há 60 anos



Senador Pedro Simon: o suicídio na realidade, "foi um ato de heroísmo"

senador Pedro Simon (PMDB-RS), de 84 anos, lembra-se bem do dia em que Getúlio Vargas se suicidou.
— As reações populares foram imediatas. Em Porto Alegre, onde eu vivia, atacaram a sede da polícia, de empresas americanas, do Partido Libertador. Houve incêndio e quebra-quebra — conta ele, que na época tinha 24 anos e era líder estudantil e militante do PTB, partido de Vargas.
O enterro de Getúlio foi em São Borja (RS), sua cidade natal. Por essa razão, a frequência dos voos entre Porto Alegre e a cidade fronteiriça aumentou e Simon conseguiu embarcar para assistir ao sepultamento. Ele se recorda da multidão que foi dar adeus ao líder e de cópias de sua carta-testamento — célebre pela frase “saio da vida para entrar na história” — sendo distribuídas na cerimônia.
— João Goulart, Tancredo Neves e Osvaldo Aranha [que haviam sido ministros do governo Vargas] fizeram discursos fantásticos. O de Osvaldo Aranha foi emocionante. Ele contou que Getúlio era rígido nos princípios, não tinha preocupação com as coisas materiais e colocava o bem da sociedade acima de tudo — lembra o senador.
Pouco depois, Simon participou de um debate sobre o suicídio. Ele ouviu de colegas que, segundo a fé católica, os suicidas não vão para o céu.
— Discordei. Não se pode dizer que a morte de Vargas foi um suicídio a rigor. Ele morreu para evitar o derramamento de sangue e uma crise de consequências imprevisíveis. Foi um ato de heroísmo. Teria sido um mero suicídio se ele tivesse sido deposto, regressado para São Borja e só então se suicidado. Com sua morte, Getúlio retardou o golpe militar em dez anos - afirmou Simon.
Getúlio esteve no poder de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Para Simon, ele foi um grande presidente. Por exemplo, lembra o senador, deu início à modernização e à industrialização do Brasil, fundou a Petrobras e a Companhia Siderúrgica Nacional, instituiu o voto secreto, liberou o voto da mulher e criou as leis trabalhistas.

Fonte Agência Senado



quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Diferença entre votar Nulo e em Branco nas Eleições 2014



Você é jovem e vai votar pela primeira vez este ano? Tem dúvidas sobre o processo eleitoral ou é eleitor, mas somente agora se interessou em saber alguns assuntos relacionados às eleições? Já é hora de saber o valor das
eleições 2014 para o exercício da cidadania, principalmente quanto ao voto e o que este significa. A seguir você saberá qual a diferença entre votar em branco e votar nulo.
voto em branco nulo eleicoes 2014 Voto em Branco ou Nulo Eleições 2014
Muitos eleitores tem dúvida nas suas escolhas e não sabem quem votar e preferem
votar em branco ou nulo, mas qual a diferença? Qual dessas duas opções é a melhor no processo eleitoral?              

Existem diferenças quando se escolhe branco e nulo. O voto em branco nas eleições 2014 embora muitas pessoas pensasse que a pessoa não votou em candidato nenhum, na verdade significa que a pessoa abdicou seu direito de votar. Outras pessoas veem o voto em branco como forma de contestação, mas na verdade é um conformismo, também significa “tanto faz” e são acrescentados os votos para os candidatos com maior votação no último turno. Por exemplo, se existem dois candidatos X e Y e X termina o primeiro turno com 52% dos votos e o candidato Y com 35% dos votos, 10% dos votos é branco e 3% nulo, isso significa que 3% dos eleitores não querem que o candidato X e nem Y no poder e o que vender estará bom. Então, desta forma o candidato X tem 62% de aceitação do eleitorado.
Agora para quem deseja fazer um protesto na hora da eleição 2014, a forma mais certa de fazer isso é o voto nulo, pois esse significa que o eleitor não está satisfeito com a proposta de nenhum candidato e se recusa a votar em um ou outro candidato. Esse tipo de voto é mais efetivo para quem quer exercer sua democracia, pois este permite que o eleitor manifeste a sua insatisfação e é uma forma válida de manifestar sua insatisfação. Mas, ninguém fala em como votar nulo nas instruções, somente como votar em branco. Por que será que isso não é feito? Para fazer isso, é necessário digitar um numero inexistente de candidato e na sequência aperta-se em confirmar (o botão verde da urna). Quando o eleitor coloca o voto em branco o sistema da urna informa que “você está votando em branco” e então o eleito confirma ou corrige, mas quando o eleitor coloca um número existente, o sistema da urna responde de forma negativa e o sistema responde ”número incorreto, corrija seu voto”, isto muitas vezes faz o eleitor se desencorajar ao nulo, mas este é um direito de democracia que os eleitores têm. Este voto é o único válido que pode inclusive anular uma eleição inteira, pois se nenhum candidato conseguir a maioria dos votos (mais de 50%) no último turno, as eleições têm que ser cancelada, por isso não se fala em voto nulo, somente em branco. Por isso, se está descontente? Vote nulo nas eleições 2014, pois este é seu direito. Mas o melhor a se fazer é pesquisar os candidatos e tentar escolher o melhor.

Fonte Eleições 2014

PSB define chapa presidencial com Marina e Beto Albuquerque



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SÃO PAULO (Reuters) - O PSB definiu nesta terça-feira sua chapa presidencial com a ex-senadora Marina Silva como candidata à Presidência da República e o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) como vice.
Marina era vice na chapa encabeçada por Eduardo Campos, morto na semana passada num acidente aéreo.
O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo presidente do PSB, Roberto Amaral, em entrevista coletiva em Recife, seguido por uma nota do partido oficializando a decisão, que será sacramentada em reunião da Executiva Nacional da legenda na tarde de quarta-feira em Brasília.
"(O PSB) entende que a melhor opção partidária na triste circunstância imposta pela tragédia, é para o PSB e para a coligação Unidos pelo Brasil convidar os companheiros Marina Silva e Beto Albuquerque para liderar nossa chapa presidencial", afirmou a nota assinada por Amaral.
"Desse pensamento partilha o PSB de Pernambuco", acrescentou o documento, ressaltando desse modo a importância da base política de Campos na escolha.
Na nota, o PSB afirmou ainda que a viúva de Eduardo Campos, Renata, declinou do convite para ser companheira de chapa de Marina por estar "ainda comovida" com a morte do marido e pelos "apelos recebidos do partido e da população".
Além de Renata, outros pernambucanos chegaram a ter seu nome cogitados para ocupar o posto de vice na chapa presidencial do PSB, entre eles o ex-deputado federal e um dos coordenadores da campanha de Campos Maurício Rands.
Beto Alburquerque, tido entre aliados como um hábil conciliador, está em seu quarto mandato de deputado federal. Líder do PSB na Câmara, comandou a bancada em um momento chave, quando o partido anunciou seu desligamento do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) para construir a candidatura própria ao Planalto.
Nome organicamente ligado ao partido, empenhou-se fortemente pela candidatura de Campos em seu Estado, candidatando-se ao Senado para garantir um palanque ao pernambucano, apesar de entrar em uma disputa pouco promissora.
Campos morreu na última quarta-feira quando o avião em que estava caiu em Santos, onde ele cumpriria agenda de campanha. Outras seis pessoas --dois assessores, um cinegrafista da campanha, um fotógrafo da campanha e dois pilotos-- também morreram na tragédia.
Fonte Reuters
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Um 'império' construído com hábitos de vida simples

 

Rotina sem luxos reforça idolatria de pernambucanos pela família Arraes

Caio Barbosa
Rio - A simplicidade da sepultura onde Campos foi enterrado chamou a atenção de muita gente no país, mas, para quem vive lá, não há novidade alguma. Simplicidade sempre foi a marca da família Arraes. E este é o fator que mais a aproxima do “povão”. A casa da família de Campos é confortável, mas sem grandes luxos e longe da área nobre da cidade. Fica na Zona Norte, no bairro Dois Irmãos, a pelo menos meia hora, com sorte, da turística Boa Viagem, o bairro à beira-mar mais conhecido da capital.






Na rua onde morava, vizinhos confirmam o estilo de vida que aproximava Campos da população. Painel em sua homenagem foi instalado na porta
Foto:  Ernesto Carriço / Agência O Dia

Na vizinhança, casas com o mesmo padrão dividem a rua com outras bem simples, com tijolos aparentes. Até o asfaltamento é precário. Algumas ruas ainda são de terra batida. Nem segurança há por perto. Sejam policiais ou mesmo particulares do governador. Tanto que uma equipe de jornalistas acabou assaltada na última sexta-feira, o que só então fez a polícia reforçar o efetivo no local.

“Seu Eduardo passeava com o cachorro por aqui, falava com os vizinhos. Me lembro da vez em que foi eleito governador. Passou por mim, cerrou o punho com os olhos arregalados e um sorriso largo e disse: ‘Ganhamos’. Os filhos e Dona Renata também são pessoas simples, sem luxo”, contou o vizinho, Manoel Francisco, que vive numa casinha sem muito conforto, a poucos metros da residência dos Arraes.
Os hábitos de vida simples, sem ostentação, ajudam a reforçar a idolatria de boa parte dos pernambucanos pela família Arraes, que vai muito além das realizações políticas de Eduardo Campos e do seu avô, o também ex-governador Miguel Arraes. Para uns, o Doutor Arraes. Para a maioria, o “Véio Arráia”, apelido pronunciado carinhosamente com o sotaque recifense. Para todos, o homem que levou energia elétrica e água para o sertão.
Morto no mesmo dia que o avô e ídolo, Eduardo Campos caminha para virar mito em Pernambuco. Como Miguel Arraes. O respeito que o pernambucano tinha pelo Arraes é maior do que qualquer outro político. Muito mais até do que o Lula, que foi presidente da República e era pernambucano, coisa que o Arraes não era. Era cearense. “Mas ninguém fez mais por este povo. Virou mito mesmo. Ele tinha a voz embolada e era difícil entender o que dizia, mas ele falava com a nossa alma”, disse o gari Rosalvo da Conceição, no funeral.
O escritor Marcelo Meira, que trabalhou com Miguel Arraes nos anos 1980, não faz parte da turma de fãs do avô de Campos, mas tem um depoimento impressionante, que dá a dimensão da idolatria do político no estado, sobretudo no sertão. “Via doentes colocarem a foto do Arraes num copo d’água, misturar bem e beber em busca de um milagre. Um troço incrível”, conta Meira.
Agenda sempre cercada pelos filhos
O número de presentes no funeral de Eduardo Campos, que passou de 150 mil pessoas, é o dobro do registrado na morte do avô, político mais popular da história do estado. Para muitos, o sentimento era de orfandade. Pai de cinco filhos, o ex-governador costumava dizer que gostava de “criar gente”. E se preocupava tanto com os seus filhos quanto com os dos outros. Dizia sonhar com um país onde filhos de ricos e pobres, trabalhadores e patrões, negros e brancos, estudassem na mesma escola.
“Ele tinha a vida atribulada, mas vivia ‘arrodiado’ dos filhos. Sempre que podia, carregava os meninos junto dele. Era apaixonado por crianças, que simbolizavam para ele um futuro melhor”, conta o fotógrafo Genival Fernandes, que desde 2005 fazia imagens do ex-governador. Campos o chamava pelo apelido, “Papparazi”, que, no caso de Genival, deixou de ser adjetivo para virar substantivo na voz do ex-governador.
Credito  http://odia.ig.com.br

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Datafolha: Marina empata com Aécio no 1º turno e com Dilma no 2º

 

Primeira pesquisa realizada após a morte de Campos mostra ex-senadora com 21%, atrás de Dilma, que tem 36%, e um ponto à frente de Aécio, que tem 20%

Eduardo Campos ao lado da ex-ministra Marina Silva em 2013, em Brasília
Eduardo Campos ao lado da ex-ministra Marina Silva em 2013, em Brasília (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
A primeira pesquisa Datafolha realizada após a trágica morte de Eduardo Campos mostra Marina Silva, provável substituta do ex-governador de Pernambuco, com 21% das intenções de voto. A ex-senadora, que deve ter sua candidatura oficializada pelo PSB na próxima quarta-feira, aparece no levantamento divulgado nesta segunda pelo jornal Folha de S. Paulo em empate técnico com o tucano Aécio Neves, que tem 20%. A presidente Dilma Rousseff (PT) segue na frente, com 36% da preferência do eleitorado. Pastor Everaldo, do PSC, tem 3%.

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Enterro de Campos foi também início da campanha de Marina
Renata Campos vai se engajar na campanha de Marina Silva
Marina não será alvo do PSDB -- pelo menos por enquanto

Em relação à última pesquisa do instituto, divulgada em 17 de julho, Dilma e Aécio não oscilaram. Campos aparecia com 8% no levantamento. Marina, portanto, ganhou seus pontos em cima da redução do número de eleitores sem candidato. A taxa dos que votariam em branco ou em nulo caiu de 13% para 8%. Os eleitores indecisos passaram de 14% para 9%. Com a entrada de Marina na corrida, o segundo turno fica praticamente garantido. Agora, os rivais de Dilma somados possuem dez pontos porcentuais a mais do que a presidente: 46% a 36%.

Segundo turno – Marina Silva também apresenta bons resultados na projeção de segundo turno. De acordo com o Datafolha, em uma eventual disputa contra Dilma, a ex-senadora teria 47% contra 43% da presidente, resultado que está no limite de um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos da pesquisa. No cenário entre Dilma e Aécio, a petista abriu vantagem sobre o candidato do PSDB. Em 17 de julho, o placar marcava 44% contra 40% a favor da presidente. Agora, Dilma derrotaria Aécio por 47% a 39%.

A petista continua com a maior taxa de rejeição entre os candidatos: 34% dos entrevistados declararam que não votariam em Dilma. Para Aécio, este índice é de 18%. Marina começa a disputa com 11% de rejeição. O Datafolha ouviu 2.843 pessoas em 176 municípios, entre os dias 14 e 15 de agosto.
Fonte http://veja.abril.com.br


domingo, 17 de agosto de 2014

Multidão se despede de Eduardo Campos em Recife


RECIFE (Reuters) - Milhares de pessoas fizeram fila neste domingo para se despedir do candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB) à Presidência da República, Eduardo Campos, e participaram de uma missa campal em homenagem ao político, em Recife (PE).
    Campos, 49 anos, morreu em um acidente de avião na manhã de quarta-feira, no litoral de São Paulo, junto com outras seis pessoas que estavam na aeronave.
O avião levava o socialista do Rio de Janeiro a Santos, onde ele cumpriria agenda de campanha, quando caiu sobre prédios em um bairro residencial. Campos deixa a mulher, Renata, e cinco filhos.
    Em uma missa de corpo presente na praça da República, celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, filhos de Campos também prestaram homenagem ao pai.
    Antonio Campos lamentou a morte do irmão e pediu união após participar da missa realizada em Recife.
"Ganhar ou perder a eleição faz parte da vida, mas perder Eduardo, a figura humana de Eduardo e o líder que era Eduardo, neste momento, não estava no nosso roteiro. É uma perda muito grande. É um momento em que a gente tem que se unir. Eduardo deixou cinco filhos", disse Antonio Campos a jornalistas.
    O irmão ressaltou ainda o longo empenho de Eduardo Campos na militância na vida política, lembrando outros membros que o antecederam nessa caminhada, como o avô, Miguel Arraes, que foi um dos ícones da esquerda na resistência à ditadura militar no Brasil e também governou Pernambuco.
    "Eduardo faz parte de uma história de uma luta muito antiga... Essa luta continuou pela mão de Eduardo e vai continuar na luta de diversos companheiros que ficaram e vão empunhar sua bandeira, por um Brasil mais justo, mais democrático, um Brasil melhor. É o que Eduardo sonhava e sonhou até seus últimos minutos."

HOMENAGEM
Além de familiares e da população, diversos políticos e autoridades foram se despedir de Campos, cujo corpo começou a ser velado na noite de sábado no Palácio Campo das Princesas, sede do governo pernambucano.
    Arlete Oliveira, professora aposentada, que foi ao velório nesta manhã, lembrou do papel de Campos à frente do governo no Estado.
    "Uma interrogação continua sobre o acidente, uma fatalidade ou um acidente? Eduardo foi maravilhoso, olhava muito para os pobres, Pernambuco cresceu muito no seu governo. Ele deixou uma lição de vida de um bom pai de família e um excelente governador", disse Arlete. 
    Governador de Pernambuco por dois mandatos, Campos posicionava-se como um socialista pró-empresários e tinha cerca de 10 por cento das intenções de voto nas últimas pesquisas para a corrida presidencial, atrás da presidente Dilma Rousseff (PT) e de Aécio.
    A presidente Dilma Rousseff, que participou das homenagens acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi brevemente vaiada.
À espera para prestar uma última homenagem, Luiza Silva que estava na fila questionou a presença de Dilma e Lula. "Perdemos um líder, um dos melhores governadores que o Estado já teve, mas vocês ouviram, né? A Dilma foi vaiada, estamos de luto e acho uma vergonha Dilma e Lula virem no velório"
O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, e a ex-senadora Marina Silva, candidata a vice de Campos que vai assumir a chapa, também foram se despedir do político.
    Muitos dos que estiveram no velório e assistiram à missa campal carregavam bandeiras de Pernambuco, do PSB e da campanha de Campos, além de cartazes prestando homenagem ao candidato. Segundo estimativa da Polícia Militar, 100 mil pessoas participaram missa. Alguns vestiam camiseta com a foto de Campos estampada e a frase: "Não vamos desisitir do Brasil."   
    O corpo de Campos será levado em cortejo da Praça da República, na região central de Recife, até o cemitério de Santo Amaro, onde será enterrado no túmulo de seu avô, o político Miguel Arraes, que também morreu em 13 de agosto.
    Os corpos do assessor de imprensa de Eduardo Campos, Carlos Percol, e o fotógrafo da campanha, Alexandre Severo, também estão sendo velados e serão enterrados em Recife.