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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Dilma e Marina têm empate técnico no 1º turno, candidata do PSB vence no 2º


As candidatas à Presidência Dilma Rousseff e Marina Silva se cumprimentam em debate da TV  Bandeirantes em 26 de agosto.         REUTERS/Paulo Whitaker

SÃO PAULO (Reuters) - Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) estão em empate técnico no primeiro turno da disputa presidencial deste ano, mostraram duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira, que também apontaram vitória da candidata do PSB em um eventual segundo turno.
    Os dois levantamentos consolidaram Aécio Neves (PSDB) em uma distante terceira posição na preferência dos eleitores e mostraram o tucano sendo derrotado por larga margem nas simulações de segundo turno tanto contra Dilma como contra Marina.
    Segundo o Datafolha, Dilma aparece com 35 por cento das intenções de voto, ante 34 por cento da semana passada, enquanto Marina manteve os 34 por cento da sondagem anterior e o candidato do PSDB, Aécio Neves, oscilou um ponto para baixo, a 14 por cento.
    Os demais candidatos somam 4 por cento, enquanto 7 por cento não souberam responder e 6 por cento declararam voto branco ou nulo.
    Já pelo Ibope, Dilma tem 37 por cento das intenções de voto, Marina aparece com 33 por cento e Aécio com 15 por cento. As duas líderes estão em empate técnico no limite da margem de erro da pesquisa, de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, realizado entre 23 e 25 de agosto, Dilma tinha 34 por cento, Marina somava 29 por cento e Aécio alcançava 19 por cento.
    O candidato do PSC, pastor Everaldo aparece com 1 por cento, mesmo patamar da pesquisa anterior. Os demais candidatos somam 2 por cento, enquanto brancos e nulos somam 7 por cento e 5 por cento não souberam responder.
    Na simulação de segundo turno entre Marina e Dilma, os dois institutos apontaram vitória da candidata do PSB sobre a petista, embora também tenham apontado redução da vantagem da ex-senadora dentro da margem de erro –que também é de 2 pontos percentuais no Datafolha.
    O Datafolha mostrou Marina vencendo Dilma no segundo turno por 48 a 41 por cento, ante 50 a 40 por cento na pesquisa anterior feita entre os dias 28 e 29 de agosto. O Ibope apontou vitória de Marina por 46 a 39 por cento, contra vantagem de 45 a 36 por cento na sondagem anterior.
    Aécio perde terrenos nos dois levantamentos no cenário em que disputa o segundo turno com a atual presidente. Pelo Datafolha, Dilma vence o tucano por 49 a 38 por cento, enquanto pelo Ibope a derrota de Aécio é por 47 a 34 por cento.
    O Datafolha simulou ainda um segundo turno entre Marina e Aécio e, neste cenário, a derrota do tucano é ainda maior: 56 a 28 por cento.
    Apesar do cenário desfavorável ao tucano, a coligação encabeçada pelo PSDB divulgou nota na noite desta quarta em que afirma que Aécio recebeu as pesquisas com "tranquilidade".
    "A campanha eleitoral está entrando na fase em que os candidatos apresentam suas propostas ao país. O senador tem absoluta confiança em que o seu programa é o melhor e mais seguro para o Brasil. O reconhecimento dessa proposta levará a Coligação Muda Brasil à vitória", afirma a nota.
    Já Walter Feldman, um dos coordenadores da campanha de Marina, comemorou os números principalmente porque, segundo ele, a polarização agora passa a ser entre Dilma e a candidata do PSB.
    "O mais importante é a consolidação da vitória no segundo turno... esse é o primeiro ponto. Segundo ponto, polarizando Marina e Dilma, também, para nós, importante", disse Feldman à Reuters por telefone, avaliando que os números das duas pesquisas mostram que a ascensão de Marina não foi uma "onda passageira".
   
    APROVAÇÃO E REJEIÇÃO
    O Ibope também apontou queda de 5 pontos na rejeição a Dilma, embora o número de eleitores que dizem que não votariam nela em nenhuma hipótese seja bem maior do que os dos dois principais rivais. A rejeição a Dilma caiu para 31 por cento (ante 36 por cento), a de Marina oscilou para cima 2 pontos a 12 por cento e a de Aécio permaneceu em 18 por cento.
    O Ibope entrevistou 2.506 pessoas em 175 municípios, entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro. O Datafolha entrevistou 10.054 eleitores entre os dias 1º e 3 de setembro, em 361 municípios.
(Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello, em Brasília)
Fonte Reuteres


domingo, 24 de agosto de 2014

Marina diz ser possível manter inflação abaixo do teto da meta e garantir programas sociais


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SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, disse neste domingo que é possível manter a inflação abaixo do teto da meta, que é de 6,5 por cento ao ano, e ao mesmo tempo garantir a manutenção de programas sociais, como o Bolsa Família, que ela prometeu aprimorar se eleita.
A ex-senadora, que assumiu a cabeça da chapa presidencial do PSB após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo no último dia 13, disse ainda, em visita ao Centro de Tradições Nordestinas em São Paulo, que não se controla a inflação somente elevando a taxa básica de juros.
“Em primeiro lugar nós temos que pensar que o controle da inflação não se dá apenas pela elevação de juros. O controle da inflação se dá também pela eficiência do gasto público, o controle da inflação se dá em relação a não termos um Estado que a cada dia se agiganta com a criação de inúmeros ministérios”, disse.
“Nós achamos que é perfeitamente possível não deixar ultrapassar o teto da meta, mantendo as prioridades sociais e fazendo as escolhas certas”, acrescentou.
A meta de inflação estabelecida pelo governo é de 4,5 por cento ao ano pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. O IPCA tem estado sempre perto do teto da meta, ora um pouco acima, ora um pouco abaixo. Em julho, o acumulado do índice em 12 meses ficou em 6,5 por cento, no teto da meta.
Como candidato, Campos usava a inflação como um de seus principais alvos de crítica ao governo da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT. O socialista defendia a necessidade de tirar a inflação do teto da meta e trazê-la para o centro, que é de 4,5 por cento ao ano.
Marina prometeu ainda que manterá o Bolsa Família e vai aprimorar o programa.
“O nosso compromisso com políticas como o Bolsa Família é de manutenção desse programa, entendendo que ele é uma conquista da sociedade brasileira”, disse. “No nosso governo, nós queremos mantê-lo e aperfeiçoá-lo.”
Fonte Reuters 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PSB define chapa presidencial com Marina e Beto Albuquerque



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SÃO PAULO (Reuters) - O PSB definiu nesta terça-feira sua chapa presidencial com a ex-senadora Marina Silva como candidata à Presidência da República e o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) como vice.
Marina era vice na chapa encabeçada por Eduardo Campos, morto na semana passada num acidente aéreo.
O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo presidente do PSB, Roberto Amaral, em entrevista coletiva em Recife, seguido por uma nota do partido oficializando a decisão, que será sacramentada em reunião da Executiva Nacional da legenda na tarde de quarta-feira em Brasília.
"(O PSB) entende que a melhor opção partidária na triste circunstância imposta pela tragédia, é para o PSB e para a coligação Unidos pelo Brasil convidar os companheiros Marina Silva e Beto Albuquerque para liderar nossa chapa presidencial", afirmou a nota assinada por Amaral.
"Desse pensamento partilha o PSB de Pernambuco", acrescentou o documento, ressaltando desse modo a importância da base política de Campos na escolha.
Na nota, o PSB afirmou ainda que a viúva de Eduardo Campos, Renata, declinou do convite para ser companheira de chapa de Marina por estar "ainda comovida" com a morte do marido e pelos "apelos recebidos do partido e da população".
Além de Renata, outros pernambucanos chegaram a ter seu nome cogitados para ocupar o posto de vice na chapa presidencial do PSB, entre eles o ex-deputado federal e um dos coordenadores da campanha de Campos Maurício Rands.
Beto Alburquerque, tido entre aliados como um hábil conciliador, está em seu quarto mandato de deputado federal. Líder do PSB na Câmara, comandou a bancada em um momento chave, quando o partido anunciou seu desligamento do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) para construir a candidatura própria ao Planalto.
Nome organicamente ligado ao partido, empenhou-se fortemente pela candidatura de Campos em seu Estado, candidatando-se ao Senado para garantir um palanque ao pernambucano, apesar de entrar em uma disputa pouco promissora.
Campos morreu na última quarta-feira quando o avião em que estava caiu em Santos, onde ele cumpriria agenda de campanha. Outras seis pessoas --dois assessores, um cinegrafista da campanha, um fotógrafo da campanha e dois pilotos-- também morreram na tragédia.
Fonte Reuters
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sábado, 16 de agosto de 2014

Marina será candidata à Presidência e PSB quer vice com relação orgânica com partido





Ex-senadora Marina Silva faz discurso durante encontro em que anunciou sua decisão de filiar-se ao PSB, em Brasília, 5 de outubro de 2013. REUTERS/Ueslei MarcelinoBRASÍLIA (Reuters) - Marina Silva será a candidata do PSB à Presidência, assumindo o lugar de Eduardo Campos, que morreu tragicamente em um acidente aéreo na quarta-feira, e o candidato a vice será um socialista com relação orgânica com o partido e que defenda o projeto do ex-governador pernambucano.
"A Marina já sinalizou que vai assumir a candidatura", disse à Reuters o líder da bancada do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, (RS) neste sábado.
Segundo ele, uma reunião da comissão executiva do partido na próxima quarta-feira definirá também o nome do candidato a vice, que fará chapa com Marina.
Sem entrar numa análise dos nomes, Albuquerque, um dos cotados para assumir o posto, disse que o PSB quer um nome "orgânico do partido, que defenda o legado do Eduardo e que tenha proximidade com a Marina".
Nos últimos dias, foram cotados para a vaga, além de Albuquerque, o coordenador do programa de governo da aliança, Maurício Rands, o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra e o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).
Se a escolha se mantiver entre esses nomes, o favorito para assumir a vaga seria Albuquerque, já que Rands ingressou no PSB somente em outubro passado e antes estava filiado ao PT. Bezerra e Delgado, por sua vez, têm pouca ou nenhum proximidade com Marina, o que os desfavoreceria nessa disputa.
Albuquerque não quis comentar a possibilidade de assumir a vaga.
A decisão sobre a indicação de Marina para a cabeça de chapa foi encaminhada na sexta-feira durante uma reunião informal com membros da comissão executiva do partido.
"O que nós esperamos da Marina é o mesmo tratamento que o PSB deu a ela e à Rede", disse o líder socialista.
Segundo ele, Marina terá que assumir as posições de Campos, assim como o ex-governador tinha assumido as suas quando formaram a aliança. "Os dois se completavam e agora só temos um", disse.
Antes da reunião da executiva no dia 20, deve haver um novo encontro mais amplo na próxima segunda-feira, após o funeral, que deve ocorrer na tarde de domingo, para acertar os detalhes de como será feito esse anúncio da nova chapa. O velório de Campos começa na noite deste sábado, no Recife (PE).
Campos, 49 anos, morreu em um acidente de avião na manhã de quarta-feira no litoral de São Paulo junto a outras seis pessoas que estavam na aeronave.
O avião levava o socialista do Rio de Janeiro a Santos, onde ele cumpriria agenda de campanha, e arremeteu quando se preparava para pousar no aeroporto da cidade vizinha do Guarujá. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com o avião.
DESAFIOS
O líder do PSB afirmou ainda que o principal desafio desses primeiros dias após a formalização de Marina como candidata é acertar e afinar o discurso da candidatura, porque já estará em curso o programa eleitoral obrigatório, que começa dia 19, e em seguida haverá os debates televisivos.
"Temos que acertar na veia", disse.
Os dois primeiros programas do PSB na TV, porém, ainda devem ser recheados de homenagens a Campos, que presidia o PSB e era a maior liderança da legenda.
Questionado sobre as dificuldades em alguns palanques regionais, como Rio de Janeiro e São Paulo, onde as alianças com PT e PSDB, respectivamente, foram fechadas sem o aval de Marina, ele minimizou o problema.
"Ela será a candidata do PSB e vai respeitar esses acordos. Onde ela não puder, o vice sobe no palanque", explicou. Em São Paulo, por exemplo, Marina já havia evitado agendas de campanha que podiam contar com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição, e tem o PSB como vice na chapa.
Albuquerque acredita que nesse primeiro momento a candidatura de Marina deve ter um crescimento nas pesquisas, um pouco ainda impulsionadas pela comoção com a tragédia.
"Acho que ela pode aparecer na frente do Aécio inclusive", afirmou, lembrando, entretanto, que apenas isso não será o suficiente. Campos aparecia em terceiro lugar nas pesquisas, atrás da presidente Dilma Rousseff (PT) e de Aécio Neves (PSDB).
"Temos que trabalhar para que isso não seja apenas uma bolha", argumentou.